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Competência faz a diferença

Há cerca de duas semanas recebemos do nosso colaborador da filial do Ipiranga, Anderson Pires, um texto muito interessante sobre competência. Mesmo que este texto fuja um pouco dos temas que costumeiramente publicamos, acreditamos que, de uma forma ou de outra, possa contribuir para o crescimento profissional e até mesmo pessoal de todos.

Você já parou para pensar como a falta de iniciativa e pró-atividade podem estar te prejudicando, não só profissionalmente, mas também como indivíduo? Esta história se passa em escritório, no entanto a sua ideia central pode ser replicada para diversas outras áreas, inclusive a sua vida particular. Confira:

 

João trabalhava em uma empresa há muitos anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo, já com seus 20 anos de casa. Um belo dia, ele procura o dono da empresa para fazer uma reclamação:

– Patrão, tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. O Juca, que esta conosco há somente 5 anos, está ganhando mais do que eu.

O patrão escutou atentamente e disse:
– João. Foi muito bom você vir aqui. Antes de tocarmos nesse assunto, tenho um problema para resolver e gostaria de sua ajuda. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.
João, meio sem jeito, saiu da sala e foi cumprir a missão. Em cinco minutos estava de volta.
– E aí, João?
– Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.
– E quanto custa?
– Isso eu não perguntei, não.
– Eles têm quantidade para atender a todos os funcionários?
– Também não perguntei isso, não.
– Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?
– Não sei, não…
– Muito bem, João. Sente-se ali naquela cadeira e me aguarde um pouco.

O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Juca. Deu a ele a mesma orientação que dera a João:
– Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi, por favor.

Em oito minutos o Juca voltou.
– E então? Indagou o patrão.
– Eles têm abacaxi, sim, e em quantidade o suficiente para todo o nosso pessoal; e se o senhor preferir tem também laranja, banana e mamão. O abacaxi é vendido a R$ 1,50 cada; a banana e o mamão a R$ 1,00 o quilo; o melão R$ 1,20 a unidade e a laranja a R$ 20,00 o cento, já descascado.  Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles darão um desconto de 15%. Aí, aproveitei e já deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo – explicou Juca.

Agradecendo as informações, o patrão dispensou-o. Voltou-se para o João, que permanecia sentado ao lado, e perguntou-lhe:
– João, o que foi mesmo que o senhor estava me dizendo?
– Nada sério não, patrão. Esqueça. Com licença. E João deixou a sala.

Tem gente que é assim. Acomodada, que não faz absolutamente nada além do que foi estritamente pedido ou solicitado. São pessoas que acham “que já fazem demais” e sentem-se os eternos injustiçados. Em um mundo em evolução acelerada como o atual, quem for inteligente, quem se esforçar mais, quem se interessar realmente pelo que pensa, sente e faz, é óbvio, que vai se destacar e ser feliz.

Não se restrinja, não se limite, amplie seus horizontes. Só assim você vai se valorizar e ter progresso na sua vida.

E você é o João ou o Juca?